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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Se conselho fosse bom... aceite é de graça!

O texto que segue abaixo dizem que foi escrito por Nizan Guanaes, que, como  paraninfo de uma turma formandos em Administração de Empresas, dá um belo conselho para todos nós. Nizan é um empresário e publicitário brasileiro e chairman do Grupo ABC de Comunicação – holding que reúne empresas nas áreas de publicidade, serviços especializados de marketing, conteúdo e entretenimento, e que, em apenas oito anos, já é o 20º maior grupo de comunicação de marketing do mundo (Agency Report 2010 – Advertising Age). Bom, ele se garante né? rsrs, vale a pena ler...

 Vejam o texto


'Dizem que conselho só se dá a quem pede. E, se  vocês me   convidaram para paraninfo, estou tentado a acreditar que tenho licença para dar alguns. Portanto, apesar da minha pouca autoridade para dar  conselhos a quem quer que seja aqui vão alguns, que   julgo valiosos...

Meu primeiro conselho:

Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro.
Ame seu ofício com todo o coração. Persiga fazer o  melhor. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro  virá como conseqüência. Quem pensa só em dinheiro  não consegue sequer ser nem um grande bandido,  nem um grande canalha. Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro. Hitler não matou 6 milhões de judeus por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a  Capela Sistina por dinheiro. E, geralmente, os que só  pensam nele não o ganham, porque são incapazes de sonhar. E tudo que fica pronto na vida foi construído antes, na alma.
A propósito disso, lembro-me de uma passagem  extraordinária, que descreve o diálogo entre uma  freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse: - 'Freira, eu não faria isso por  dinheiro nenhum no mundo.' E ela respondeu: -'Eu  também não faço, meu filho.'
Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza,  muito pelo contrário. Digo apenas que pensar e realizar  tem trazido mais fortuna do que pensar em fortuna.

Meu segundo conselho :

Pense no seu País. Porque, principalmente hoje, pensar  em todos é a melhor maneira de pensar em si. Afinal ,é difícil viver numa nação onde a maioria morre de fome  e a minoria morre de medo. O caos político gera uma   queda de padrão de vida generalizada. Os pobres vivem como bichos, e uma elite brega, sem cultura e sem  refinamento, não chega a viver como homens. Roubam,   mas vivem uma vida digna de Odorico Paraguassu.

Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia:

'Seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito'. É exatamente isso que está escrito na carta de  Laudiceia: Seja quente ou seja frio, não seja morno que  eu te vomito, ou seja, é preferível o erro à omissão, o  fracasso ao tédio, o escândalo ao vazio. Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o  fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o  não fazer, o remanso. Colabore com seu biógrafo. Faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido, tendo consciência  de que cada homem foi feito para fazer história. Que todo  homem é um milagre e traz em si uma revolução. Que  é mais do que sexo ou dinheiro. Você foi criado para  construir pirâmides e versos, descobrir continentes e  mundos, e caminhar, sempre, com um saco de interrogações   na mão e uma caixa de possibilidades na outra.

Não use Rider, não dê férias a seus pés. Não se sente e  passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo,  comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a   dizer: 'eu não disse!', 'eu sabia!'. Toda família tem um  tio batalhador e bem de vida. E, durante o almoço de domingo, tem que agüentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo que ele faria, se  fizesse alguma coisa. Chega dos poetas não publicados.
Empresários de mesa de bar. Pessoas que fazem coisas  fantásticas toda sexta de noite, todo sábado e domingo,  mas que na segunda não sabem concretizar o que falam.
Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose,  porque não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar. Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. De 8 às 12, de  12 às 8 e mais se for preciso. Trabalho não mata. Ocupa  o tempo. Evita o ócio (que é a morada do demônio) e  constrói prodígios. O Brasil, este país de malandros e espertos, da vantagem em tudo, tem muito o que aprender com aqueles trouxas dos japoneses. Porque aqueles trouxas  japoneses, que trabalham de sol a sol, construíram, em  menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta. Enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho.

Trabalhe!
Muitos de seus colegas dirão que você está  perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto  eles veraneiam. Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as   mesmas conversas, mas o tempo (que é mesmo o senhor   da razão) vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os  acomodados não conhecerão.
E isso se chama SUCESSO.'

Nizan Guanaes
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Um comentário:

Eline Reis disse...

Adorei.. perfeito!!!